SÃO MUITOS OS PORTÕES DESTA VIDA
E em muitos deles quase todo dia um cão sorri à chegada do seu dono


Eu cheguei em frente ao portão e sorri para o meu cachorro, que me sorria latindo.

Para Drupy, Joe, Petrovich e Gugu – os melhores companheiros de um menino.

Meus meninos adotaram um vira lata da rua. O Baixote.

Ele me faz lembrar os meus queridos que já se foram. Drupy, Joe, Petrovich e Gugu.

Logo me veio à mente a pergunta: Para onde vão os cães quando morrem?

Difícil responder a esta dúvida que nos acomete, ao ver aquele companheiro que tantas alegrias nos deram, partindo... Seria um adeus ou apenas até breve?

Quantas lições aprendidas. Lições de companheirismo, de solidariedade, de lealdade. Quanta sabedoria reunida em criaturas ditas irracionais.

Quanta dedicação. Quanto afeto e compreensão. Quanta compaixão reunida naqueles olhinhos que ao nos verem tristes se aproximam de nós e encostam aquele focinho gelado, quase falando - “Pode chorar, estou aqui.”

Quanto calor naquele focinho gelado.

Quanto amor dentro de um coração, que dizem, habita um corpo que não tem alma.

Quanta alma.

Quantos passeios, quantas risadas... Quanta saudade.

Se os cães quando morrem vão para Céu? Sei lá!

A única certeza que tenho é que vão para dentro do nosso coração.
E nos acompanharão para o resto da vida... e sempre... e mais adiante.

Rinaldi Feydit
rikker.co@gmail.com


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