|
CANTO VON DER WIENERAU
Classe, distinção e harmonia!
“Canto” e “Quanto” exerceram um papel fundamental no desenvolvimento da raça nos últimos 40 anos em função de se originarem do mesmo tronco( Rolf) por via paterna e também por via materna, como veremos a seguir. Possuíam a virtude de se combinarem mutuamente e com as outras linhas da época ( Mutz e Marko) ensejando alternativas que tornavam possível um melhoramento zootécnico nunca visto antes.
Via paterna
ROLF V. OSNABRÜCKER LAND
| |
Arko v. Delog Alf v Waldorf Emst
| |
| |
Condor v Hohenstam Asslan v Maiweg
| |
Condor v. Schnapp Fix z.d. Sieben Faulen
| |
Condor v. Zollgrenzschutz Haus Hein v. Königsbruch
| |
QUANTO V. D. WIENERAU CANTO V.D.WIENERAU
Via materna
Jalk v Fohlenbrunnen X Dixie v.d. Wienerau
\ /
Lido e Liane v. d. Wienerau
| |
Yoga \
| Canto v. d. Wienerau
Quanto v.d. Wienerau
![]() CANTO V.D. WIENERAU
Principais características positivas transmitidas aos descendentes:
Elegância, harmonia de linhas, movimentação potente e equilibrada, correção anatômica, ótimas garupas e correta construção do trem dianteiro.
Principais características negativas:
Cabeças algo leves, pigmentação e intensidade da coloração, firmeza de nervos e dureza, bem como certa fragilidade nos ligamentos do trem posterior.
PRINCIPAIS FILHOS QUE DERAM CONTINUIDADE À LINHA POR VIA PATERNA
- Uras v. Lahnblick
- Canto v. Haus Nierman
- Datscha v. Patersweg
- Amun v.d. Kehle
- Asslan v. Klämmle
- Argus v. Klämmle
- Jago v.d. Baiertarlerstrasse ( Importado ao Brasil em 1975 e vendido um ano depois para a Argentina)
- Lesko v. Grubenstoltz
- Canto v. Arminius
- Cäsar v. Arminius
- Frei v. Holtkämper See ( importado ao Brasil em 1976 tendo retornado à Alemanha
Em 1977)
O Mestre de criação (Körmeister) que selecionou “Canto” pela primeira vez não poderia supor o impacto que este cão causaria na criação, já que o classificou como classe 2 alegando falta de solidez nos ligamentos posteriores, defeito este já presente em sua mãe, “Liane”, e que para muitos não o prejudicava a ponto de não merecer ser selecionado classe 1. E assim, na Siegerschau de 1971, Dr. Christoph Rummel, recém eleito presidente da SV, em uma decisão nunca vista antes, colocou como V1 um cão com seleção classe 2, ou seja, “Canto v.d. Wienerau”.
Este fato foi fundamental para o destino da raça e só para mostrar a relevância desta decisão, excetuando-se “Quanto v.d. Wienerau”, nenhum dos Ausleses daquele ano se aproximaria do desempenho de “Canto” na criação.
“Canto” inovou, as qualidades que possuía, eram pouco frequentes, como classe, distinção, harmonia, movimentação equilibrada e potente, com uma excelente garupa e sobretudo um trem anterior extremamente correto. Não tinha a cabeça com a expressão típica dos descendentes de “Rolf”, mas reunia em um único exemplar, muito do que se pretendia para a raça, melhor dizendo, “Canto” era a “ modernidade”.
“Canto”, não obstante ser descendente em linha direta por via paterna de “Rolf”, não expressava o tipo deste, nem tampouco se alinhava à tipicidade de outras linhas. Reunia as qualidades, boas e ruins, tanto de seu pai, “Hein v. Königsbruch”, um cão de qualidade mediana, como a classe, a elegância e o temperamento, como também de sua mãe “Liane” : ombros, cor, e fragilidade dos ligamentos posteriores.
Logo, as qualidades de “Canto” se manifestaram em seus filhos, já que em seu primeiro ano na criação cobriu algo em torno de sessenta fêmeas de diversas linhas e assim seus filhos exprimiam claramente a tipicidade de “Canto”, como se fosse uma marca registrada.
“Canto” morreu antes de completar quatro anos, portanto, em apenas dois anos aproximadamente, influenciou a criação de tal modo que, vinte anos depois de ser classificado como V1, cinco dos nove Ausleses da Siegerschau de 1991 possuiam consanguinidade em “Canto” em cinco ou menos gerações.
Assim como as virtudes, as deficiências de “Canto” chegaram a se fixar nas primeiras gerações, o que exigiu muito esforço dos criadores para controlar. As combinações com outras linhas, especialmente “Quanto” e “ Mutz” mostravam-se oportunas, tanto para a correção das falhas, como para a fixação e a incorporação de outras qualidades como o tipo e coloração (Quanto), a solidez dos ligamentos e da linha superior (Mutz) e melhoria do espírito de luta (Mutz).
A descendência de “Canto”, embora este tenha produzido filhos machos de grande qualidade, em que alguns mostraram ser muito bons reprodutores, com potencial genético capaz de perpetuar as qualidades da linha por várias gerações, fato que não ocorreu com outros dos quais muito se esperava, pois tiveram encerradas suas descendências nas duas, três gerações seguintes, sobreviveu graças ao fato de que as principais virtudes da linha foram transmitidas através das fêmeas. Daí a importância de uma fêmea “Canto”, que ao se combinar com outras linhas, transmitiam de forma marcante suas principais virtudes e isto confirma a transcendência de “Canto” na criação, já que as fêmeas “Canto” tiveram papel importantíssimo na formação das linhas que sucederam as de “Canto” “Quanto” e “Mutz”.
Muitas se destacaram, entre elas “Flora v. Königsbruch”, que viria ser a responsável principal na consolidação e formação das principais linhas das décadas seguintes.
"Flora" era filha de “Canto” com “Wilma v.d. Kisselschlucht”, uma filha de “ Bredo v. Lichtburghof”(VA), neto de "Bodo v. Lierberg", VA 1em 1967 e que descendia de “Utz v.Haus Schütting”( Sieger de 1929) através de “Hein v. Richterbach” cinco gerações após, e de “Chlodo v. Schloss Dahlhausen” e seu filho Frei v.d. Gugge(VA) e consangüineo, principalmente, em "Vello Zu den Sieben Faulen" 3-3 e "Rolf" 5-5.
“Wilma” que além de ser mãe de Flora, era mãe também da importante ninhada”X” “Von Arminius” importantíssima na continuação da linha “Quanto”, e desta forma, ao se combinar a linha “Canto” , a linha “ Quanto” e a linha “Mutz”, Wilma aparece em consangüinidade em diversos pedigrees de importantes reprodutores das décadas de oitenta e noventa, e que foram de fundamental importância para consolidação do tipo na criação do cão Pastor Alemão.
Flora foi usada por vários canis importantes, entre os quais o “v.d. Wienerau” que a utilizou duas vezes com reprodutores “Mutz”, sendo o primeiro“Kuno v. Weidtweg” que produziu “ Nick v.d. Wienerau”, considerado o melhor transmissor das qualidades de “Flora”, e o segundo Jupp v.d. Haller Farm que produziu a ninhada “D” “ v.d. Wienerau”, onde se destacaram “Dax” e “Datscha”, ótimos reprodutores, porém cabendo a “Dax” a possibilidade de dar continuidade a dois importantes troncos, um na linha “Quanto”, pois era pai de “ Häsel v.d. Tannenmeise” , mãe de “ Odin v.d. Tannenmeise” e outro na linha “Mutz”, “ Natz v. Hasenborn”, pai de “Cello v.d. Römerau”.
Essa combinação ( Canto-Mutz), graças ao êxito dos cruzamentos citados, propiciou tornar evidente um reforço na firmeza geral e no temperamento, pontos fracos na linha “Canto”.
As principais vias de sucessão da linha “Canto” por via paterna deram-se através de “Frei v. Holtkämper See” (VA) e “Canto v. Arminius” (VA), embora outros filhos tenham tido um papel importante no desenvolvimento da linha, um exemplo é"Argus v. Klämmle", que através de seu filho "Argus v. Aducht", contribuiu fortemente na consolidação das características transmitidas pela linha “Canto” por via materna, já que “Argus v.Aducht”, em sua progênie, se destacava pela qualidade das fêmeas, tendo sido classificado algumas vezes no primeiro grupo de reprodutores nas Siegerschauen do início dos anos 80.
![]() FREI V. HOLTKÄMPER SEE - VA
A sucessão via “Frei” deu-se por seu filho Zorro v. Haus Beck (VA), Lasso v. Wiedenbrücker Land ( SG 4 2ª cat. 81) e Fedor v. Arminius ( VA).
Importado para o Brasil, “Frei” deixou um nº significativo de fêmeas de boa qualidade, entre os machos destacaram-se “Ganges do Bacará” campeão Latino-Americano e Brasileiro, e “Frei de Miraflores”, entre outros.
![]() ZORRO VON HAUS BECK - VA
A de “Canto v. Arminius”, consangüíneo em Jalk Fohlenbrunnen 3-5; Dixie v.d. Wienerau 3-5,5 e Alf vom Nordfelsen 5-5, por “Sonny v. Badener Land”, “Tell v. Gossen Sand” (VA), os irmãos “Frei” e o Sieger de 90 e 91 “Fanto v. Hirshel”.
Desta vertente, a linha continuou de forma influente por via paterna até os dias de hoje por “Frei” e seu filho “Amigo v. Belgier”, pai do VA “ Quartz dei Templari, de criação italiana.
"Cäsar v. Arminius", irmão de “Canto v. Arminius”, conseguiu, através de seu filho “Dingo v. Haus Gero”, consanguíneo em “Canto” ( 2-3) e Sieger de 1983, avançar a linha por algumas gerações. Hoje, a presença desta descendência é verificada por via materna, ou seja, filhas de “Dingo” que deram continuidade à linha. “ Dingo” surpreendeu em sua estreia na 1ª cat. da Siegerschau de 81, quando foi V1, por sua movimentação ampla, elástica e potente e já em 82 figurava como VA4 para tornar-se Sieger em 83. “Dingo” era considerado em seu tempo, o paradigma da movimentação, qualidade que transmitia muito bem aos seus descendentes (ver o filme "Der Deutsche Schäferhund in der bewegung).
CÄSAR V. ARMINIUS CANTO VON ARMINIUS
DINGO VON HAUS GERO
"Jago v. Baiertarlerstrasse", embora não tenha tido resultados tão expressivos em Siegerschauen, foi V27, foi muito utilizado pelos criadores alemães dado ao fato de ser filho de “Canto v.d. Wienerau” combinado com a linha “Mutz”o que lhe conferia a tipicidade “Canto” e a dureza, vitalidade e espírito de luta “Mutz” . Produzia fêmeas de ótima qualidade, como a VA 5 de 1977 “Questa vom Schwabental”, a SG 2 e V 23 Ussa von Reststrauch e Ora vom Wiedenbrücker Land, mãe de Lasso vom Wiedenbrücker Land . O próprio “Dingo” era neto de “Jago” por via materna. Sua mãe, “Britta v. Malvenburg” era filha de “Jago”.
QUESTA VOM SCHWABENTAL USSA VON RESTSTRAUCH
Importado para o Brasil em 1975, teve papel muito importante na formação de uma boa base de fêmeas, também produzindo machos de ótima qualidade, como “Quebec do Brazão da Águias”, o vice-campeão Brasileiro de 1979 “Canto de Mont’Mar”, o campeão brasileiro Jr.B de 1977 “Titus do Brazão das Águias”, “Sioux do Brazão das Águias” vice-campeão brasileiro jr.A 1977 e o campeão brasileiro CG1(CT 1) “Basko de Nahmisté”. Em seguida foi vendido para a Argentina.
Também “Lasso v. Wiedenbrücker Land”, bisneto de “Canto”, já que neto de "Frei" e filho de "Zorro", e que viria a ser o pai do VA “Fedor von Arminius”, era neto de “Jago” por via materna, e aí se consolida a linha “Canto” de modo a que esta se perpetuasse por via paterna até os dias de hoje.
![]() LASSO V. WIEDENBRÜCKER LAND
FEDOR VON ARMINIUS - VA
“Fedor” pertencia a uma ninhada de grande qualidade, sua irmã “Fina” foi VA e seus irmãos “Fanto”, “Félix”, “Fanta” “Fee” “Finne” e “Fante” tiveram bastante êxito, tanto nas pistas como na reprodução.
“Fedor”, embora descendente por via paterna de “Canto”, vinha por via materna de uma consangüinidade em “Quanto”, via “Lasso di Val Sole e Dick v. Adeloga”, que combinado com a linha “Quanto” novamente, ao ser utilizado em “ Quina von Arminius”, cimentou as bases de uma nova perspectiva para a linha “Canto”. “Quina”, SG2 na Siegerschau de 82, pertencia à famosa ninhada “Q” “von Arminius”e deste cruzamento nasceram seis filhotes, destacando-se “ Mark” e “Moritz v.Haus Beck”. Mark viria ser VA e um dos mais importantes reprodutores do início dos anos 90.
![]() MARK VON HAUS BECK VA 4
“Mark” transmitia, entre outras qualidades, uma forte tendência ao tamanho médio com muito boas proporções e filhos muito típicos a ele, de muito boa coloração, herdada da forte presença da linha “Quanto” em sua ascendência. Aliada a estas características, a classe dos descendentes de “Canto”, bem como a movimentação dinâmica e harmônica, evidenciando que mesmo sob forte influência da linha “Quanto”, a essência “ Canto” permanece por esta via.
A linha continuada por “Mark” atravessou os anos 90 e entrou no século XXI como a principal alternativa da linha “Canto”por via paterna, onde, entre vários destaques, permanecem como boas opções os descendentes de “Folemarkens Jasso” V1 e pai do Sieger de 1997 “ Lasso v. Neuen Berg” que, através de seu filho, o VA“ Enzo v. Buchhorn” proporciona uma importante opção para os criadores com dois de seus filhos bastante utilizados, o VA 5 de 3003 “Nero v. Nöbachtal” (irmão de Noah, radicado no Brasil), que, embora proibido para a reprodução, tem assegurada, por seus filhos válidos, a sua descendência, entre eles "Maestro v. Osterberger Land" V 25 em 2006 consangüineo em "Mark" 5-5 e em "Fanto v. Hirschel" 5-5,5 (Canto), tendo na sua linha materna a presença de "Baru von Haus Yü", muito influente na criação atual pela forma mais característica de um descendente de "Canto" ou seja, pelas fêmeas. "Maestro", de ótimo desempenho como reprodutor, produziu entre outros cães de alto nível, o VA 6 2009; VA 5 2010 e Junghundsieger 2008, "Shicco v.d. Freiheit Westerholt", bem como seu irmão “Merlin”, V 31 2007, V 35 2008 e VA 6 na Espanha, pai do V9 de 2011 “Zerxis v. Osteberger Land” e “Yello v. St-Michaels-Berg” pai do VA “Nando v. Gollerweiher”, muito utilizado pelos criadores alemães, o que faz supor que a linha por esta via tenha continuidade, não obstante o problema da altura excessiva (Nando), muito combatida, dada a freqüência com que se evidencia, embora a confiança depositada em “Mentos vom Osterberger Land”, seu filho de maior destaque, V2 em 2010 e VA 7 em 2011 e que possui o tamanho correto conforme o standard, possa dar continuidade à linha por “Nando” corrigindo o problema apontado.
![]() FOLEMARKENS JASSO
![]() LASSO V. NEUENBERG – VA 1 1997
![]() ENZO VON BUCHHORN – VA9 1998; VA 6 1999 E VA 4 2.000 NERO VON NÖBACHTAL SG 1 2002 E VA 5 2003
MAESTRO VON OSTERGERGER LAND – V 24 E VA 2 ( CHINA ) SHICCO V.D. FREIHEIT WESTERHOLT – SG 1 2008; VA6 2009 E VA5 2010
YELLO VOM ST. MICHAELS BERG NANDO VOM GOLLERWEIHER – VA 9 2005; VA6 2007 e VA11 2008
MENTOS VOM OSTERBERGER LAND – VA 7 2011
“Mark” também está presente por outras vertentes via seu filho “Nutz v. Mönchberg”, pai do VA “ Natz v. Steiger Hof”, reprodutor influente, de aparência típica da descendência de “Mark” e que também produziu ótimas fêmeas de papel importante na transmissão das características que garantiram a sobrevivência da linha, tendo seu filho “Baru v. Haus Yü”,consangüíneo 3-3 em “Mark von Haus Beck” e fortemente influenciado pelo Sieger de 1994 “Kimon van dan Alhedy's Hoeve tanto em sua aparência como na de seus descendentes , continuando por via paterna a linha que permanece e poderá ter continuidade por seu filho “ Irok Karamberg”, Sieger da 2ª cat.na Siegerschau de 2006 e V 17 em 2007, e seu neto “Nino von Tronje” VA 11 2010 e VA 5 2011.
![]() NATZ V. STEIGER HOF – VA 9 1995; VA 7 1996 e VA 4 1997
![]() BARU VON HAUS YÜ – V 35 1998
![]() IROK KARANBERG – SG 1 JHKLR 2006 e V 17 2007
![]() NINO VON TRONJE VA 11 2010 e VA 5 2011
Outros filhos de grande qualidade de “Mark” tiveram papel importante na criação, como é o caso do VA “Nickor v.d. Holledau”, que além de produzir ótimas fêmeas, conseguiu, por seu filho “Unko v. Haus Ziegelmayer” continuar a linha com “Xandor v. Tronje” e o VA2 “ Untox v. Ducati”, que influiu na criação brasileira através de seus filhos VA no Brasil, “ X-Box do Mar Vermelho”, “Aramis do Mar Vermelho”, pai do Sieger 2006 (SBCPA) “ Joop do Caratuva” e "Anthrax do Mar Vermelho”.
![]() NICKOR V.D. HOLLEDAU - VA
O Sieger de 1994 “Kimon van dan Alhedy’s Hoeve, filho de “Mark”, também influenciou muito a criação dos anos 90 e sua descendência permanece por seus filhos, o VA “ Karly v. Arminius”, que produziu ótimas fêmeas, sua irmã, a VA2 “Kelly”, muito boa reprodutora e o VA “ Jello v. Michelstädter Rathaus” que também produziu fêmeas de grande qualidade, sem contudo, imprimir nestes dois cães de excepcional qualidade a sua aparência. Provavelmente a sua aparência era transmitida através de suas filhas, especialmente no que se refere à pigmentação e coloração.
![]() KIMON VAN DAN ALHEDY’S HOEVE SG1 1991; VA7 1992; VA4 1993 E VA1
![]() KARLY VON ARMINIUS VA 2 1997/98
Não se pode omitir o desempenho positivo de “Jello v.d.Wienerau”, meio irmão de “Mark”, que influenciou a criação produzindo ótimas fêmeas, como a VA 4 de 1994 Wanni von der Wienerau e imprimindo à sua descendência a típica coloração dos cães oriundos do canil “Wienerau”. Por via paterna, seu filho de maior destaque foi “Hanno v. d. Wienerau”, bom reprodutor, sem, contudo, exercer um papel preponderante na criação.
JELLO V.D. WIENERAU - V 4 1992 WANNI VON DER WIENERAU – VA 4 1994
![]() HANNO V.D. WIENERAU – V6 1993
Assim, constata-se que a descendência de “Canto” permanece até os dias de hoje mantendo as principais características, como a classe, a distinção, a correção do trem anterior, a harmonia e, sobretudo, a capacidade de se perpetuar através da transmissão de suas melhores características pelas fêmeas da linha, bem como de machos capazes de continuar a produzir fêmeas dessa natureza, e que permitem à linha, receber aportes de outras linhas (Quanto e Mutz) sem perder a classe “Canto”.
CARLOS MARTINS VIANNA NETO
|